Autores de "G" a "L"

 

 

 

Glosando José Ouverney
Gislaine Canales

Mãe-natureza

MOTE:

Mãe-natureza!” – eis o nome
de quem, em nome do amor,
gera o fruto e estanca a fome
do seu próprio predador!

Mãe-natureza!” – eis o nome
de quem só dá, sem pedir,
de quem muito amor consome
e gosta de repartir!

Esse exemplo, então, sigamos,
de quem, em nome do amor,
nos dá sombra com seus ramos,
alimenta e cura a dor!

Que a humanidade, então, tome
consciência, que a Natureza,
gera o fruto e estanca a fome,
e nos brinda com beleza!

É bom, ser bom, e cuidar
dessa Mãe, com muito ardor,
a fome ela vai matar,
do seu próprio predador!


Amazona
Gladys López Pianesi

Amazona, que hombre no te amo
Quien, no tembló ante tu poderío
Guerreras sin igual, piel dorada
Amazona verde, vestal vegetal
Asombra tu poder. Selva virgen
Amanece la vida en tu vientre
Salvaje, irasible, serpentenate
retorcida maleza iracunda 
Amazona quieren desmenbrarte
arrancarte, talarte Irreverente
hiergues tu cuerpo, tu monte,
tu vida se alza. Guerrera jungla
Matas de verde tupido, de hada 
mujer jaguar, amor traicionero
corre briosa, antigua guerrera 
defiende tus dedos, de aire puro


Amazônia
Gladys Ovadilla

Amanecía en la amazónica,
Con sus tintes de colores,
Mirando en silencio,
En la orilla azotaba el agua,
Color león con fuerza,
Meditando escuche el
Bullicio de las aves,
Prolongando su vuelo,
Recuerdo caminar en redomona,
Mis pies parecían quebrarse,
En medio del lodazal,
Quede petrificada, no veía más
Que árboles y pastos,
Tacita quede hasta el hartazgo,
La claridad deteniéndome asustada,
Los maravillosos árboles talados,
¡Señor de los cielos! no puede ser,
Tedioso en el paseo vi. árboles caer,
Sin retaceo temí lo peor, lo encontré,
La tierra vacía sin quejas,
Se robaron el monte Mister,
Desigualando el clima y al indígena,
Su habitad infalible de tanto siglos,
Osadía, los verdugos traficantes,
Los montes con sañas se llevaron,
¡Vuelven por más! A cegarlos todos,
El obraje oscurecido secuestro el aire,
Cambio el clima, los vientos, y el agua misma,
No son nubes pasajeras, son aguacero,
Torrentosos interminables, que corren por
Las ciudades incalculables,
Al mundo globalizado, estamos perdiendo,
Por culpa de la amazona que esta muriendo,

GLADYS OVADILLA
9 -4 -2007


Amazônia! Quem Te Ama?
Hermes José Novakoski

Te destruímos, queimamos
Derrubamos tua riqueza
Nós não mais te amamos
Queremos apenas tua nobreza

Teus rios nós os poluímos
As fontes estão secando
As aves nós as matamos
Com os animais acabamos

Tua grandeza e imensidão
Ainda não entendemos
O bem que tu nos fazes
Ainda não percebemos

Nem os teus filhos te amam
Destroem o que vêem pela frente
Eles não sabem ainda
Que te destruindo, destroem muita gente

Deixamos as marcas da destruição
Porque queremos enriquecer
Tua morte não será em vão
Contigo vamos perecer

Perdoa-nos Amazônia! Não te amamos como mereces
Em vez de te tratar como um rei, uma rainha
Te fazemos sofrer para que seques e desapareças
Não nos importa a vida, mas as riquezas que tinhas

Os que te amam contigo choram
São poucos, mas são nossos amigos
Lutam para te defender do malvado e imploram
Que tu tenhas piedade e não envies castigos

Seguirás o teu ciclo
Nós sofremos as conseqüências
O homem é o pior dos bichos
Que destrói por prepotência

Os que te amam pensam em ti e em si
Pois sabem que sem o ar, a água, a biodiversidade
A vida vai aos poucos se extinguir
Marcas do capitalismo e egoísmo: a infelicidade


Pensar em ti é pensar no futuro
Que tu nos garantirás
Uma vida livre, sem muros
A liberdade em fim reinará.

Hermes José Novakoski
Porto Alegre/RS

http://geocities.yahoo.com.br/euosou




Amazônia: verde,verde,verde
Hiram Camara 

Verde,verde,verde
terra das mil ilhas
água de mil brilhos
sinuosas maravilhas
filhas da mitologia
de dez mil anos atrás.

Verde, verde, verde
negros igarapés
e extensos igapós
da estação chuvosa
águas de tucunarés
tambaquis, pirarucus.

Verde,verde,verde
meninos nus
mergulhos mis
águas de peixes-boi
do boto que já se foi
saudades ribeirinhas
antes do sol nascer
no horizonte fluvial:
cristais brilhando
no encanto das águas
no encontro das mágoas.

Desesperanças. 
Crianças na estrada
da borracha
seringueiras feridas
latex-lágrimas.

Verde,verde,verde
à sombra da sapopemba,
séculos de soberania
debruçados no vale
imenso, solimões,
solidões espalhadas 
planície de amazonas
ikamiabas guerreiras
em um dabacuri
saudando Buopé,
Jurupari, Ceucy da terra
na terra das mil ilhas
na terra das mil ONG,
mil cobiças, ameaças 
de novos donos e danos
com o passar dos anos 
água já sem a vida
de dez mil anos atrás
o que fazer, Jurupari,
deus do prazer e saber
para manter a amazônia
brasileira, soberana,
pelo tempo que se alongue, 
salva da destruição?

O que fazer, Jurupari,
deus do prazer e saber,
para que Yrurini
não te roube Kukuy
nem nos roubem daqui 
a terra das mil ilhas
dos mil brilhos da riqueza
que inspirou tua beleza
por quanto resistirás?

Verde,verde,verde
onde ainda o acharás? 

Autoria: Hiram Camara
RJ - Brasil
Biblioteca Nacional
www.imagensreflexos.com

Para melhor compreensão:
Da mitologia dos índios amazônidas, segundo Márcio de Souza:

ikamiabas....guerreiras indígenas da mitologia do Alto Rio Negro
em um dabacuri....festa ritual indígena, alegre
saudando buopé....um forte guerreiro que defende a amazonia de estrangeiros
estrangeiros....os que não nascem na terra da tribo.
jurupari......deus do prazer e do amor, também do segredo.
ceucy da terra ....amada de buopé, de cuja união descendem os amazônidas.
kukuy....amada de jurupari, ex-mulher de yrurini, que a raptara.
yrurini....o deus do mal, o invasor, 


Preito á natureza
Humberto - Poeta

Ah... Natureza! Que cruel regime
te impõe o homem, perdulário e ateu:
agride fauna e flora, alheio ao crime
de estragar o que Deus nos concedeu!

O ar, o sol, o azul que esmalta o espaço,
O homem faz réus de equívocos critérios;
enche os céus desse trágico bagaço
de pós mortais e gases deletérios!

Quando se rouba à mata a ave inocente
e polui-se a mercúrio a água dos rios,
é nessas horas que o Senhor pressente
o quanto somos maus e somos frios!

Da árvore que estala, vindo ao chão,
evola-se um lamento ao infinito,
mas não o ouve o autor da infanda ação,
pois só Deus é capaz de ouvir tal grito!

Natureza: viemos de outras plagas
pra crescer nos reencarnes sucessivos,
mas te enchemos de pústulas e chagas,
inda presos a instintos primitivos!

Falhos que somos desde os cromossomos,
de nós tirai, Senhor, machado e serra;
lembrai-nos que, afinal, nada mais somos
que meros forasteiros sobre a Terra!

Humberto Rodrigues Neto


Amazônia
Joaquim Sustelo

Floresta que és pulmão da Natureza
num espaço que parece um mundo à parte,
não indo entanto o homem preservar-te
não és só tu que morres... de certeza!

Cavando a tua morte, (que dureza!)
também irá a dele acompanhar-te.
Então que saiba sempre ter a arte
de ter por ti amor, sem mais leveza.

A mancha verde-esperança no planeta
é esperança que não pode ir prá valeta
mas sim crescer e dar-nos a alegria

de mais tarde afirmarmos bem contentes:
"nós fomos quanto a ti inteligentes,
o Mundo prosseguiu em harmonia!"

Joaquim Sustelo
(em COMO UM RIO...)

 

Amazônia terra maravilhosa,
Jose Antonio

Por que destruir a Amazônia?
Vamos todos enfrentar este problema
De frente a frente contra os maliciosos
que derrubam o nosso paraíso da Amazônia.
O povo unido jamais será vencido.
Amazônia é o paraíso de todos os que amam a natureza,
por que derrubar o nosso maior Pulmão do mundo, 
com tanta natureza que tem?
Vamos todos para frente para salvar 
a natureza,nossos animais,nossas arvores 
nossas maravilhosas aves etc.
Vamos povo para frente é o caminho e vamos colocar 
um ponto final a todos esses malditos
que estão destruindo a nossa Amazônia


autoria :
Jose Antonio
Brasil
www.japoesias.com
joseantonio@japoesias.com


Amazônia... Nosso Chão 
José Ernesto Ferraresso 

Floresta de grandes primores,
Pássaros variados cantores e tenores,
Confundem os sons trinados de nosso amanhecer
Até quase o anoitecer. 

Uma terra abençoada por Deus 
De matas virgens, grandes mistérios,
Dela tudo se explora e se retira,
Linda Floresta que tanto se admira .

Nossa Amazônia agora faz parte,
É tema polêmico de Fraternidade.
Hoje por Deus, Mata escolhida
Para salvar tantas vidas . 

Patrimônio diversificado de pobreza e riqueza
Mas de extensa imensidão e beleza
Sua flora, fauna e carente comunidade,
Hoje é tema alusivo: Campanha da Fraternidade.

Essa floresta não é minha e nem sua ,
É de todo um povo, de toda nação,
"Vida e Missão Neste Chão"
Gera entre os povos devastação e a exploração.

Habitada por povo humilde e carente.
Conquistada e disputada por muita gente
Terra de grandes seringais, arbustos imensos entrelaçados,
Bela Amazônia, dos grandes mananciais .

Serra Negra 
26/02/2007


Amazônia Deusa
Ligi@Tomarchio® 

Perfeição e atitude
de séqüitos, cépticos e sépticos.
Proclamam salvação
encontram solidão.

Imagens distorcidas
querem fazer crer
num mundo desorientado
preocupação não há em preservar.

A fé no futuro é maior
a realidade, imagem vã.
Crer é vital arte
de poetas e sonhadores...

Há uma deusa entre as matas
faz parte dela como o ar...
Nos rios, riachos correm alaridos
salvação premente e real
da selva animal.

Não serão homens a proteger
qualquer ponto do planeta
à sua volta só destruição...

No âmago dos sons silvestres
de pássaros e espíritos elementais
presente, representa conservação
a Deusa Amazônica!

Não tenha pouca fé
Amazônia Deusa
Se auto preservará ... 

Ligi@Tomarchio®
www.ligia.tomarchio.nom.br



Amazzonia
Luciano Somma

Non puoi scomparire nel nulla
O grande Amazzonia
La tua foresta è una culla
Tra giuncheti e canneti
Sei vergine e bella
Sarebbe un peccato del cielo
Se un giorno
Dovessi andar via
Dalla terra
Per questo speriamo
Col verde colore
Delle tue foglie
Che spesso sotto la pioggia
Tremano
Sarà forse paura?

Luciano Somma


Assassinato
Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta (sbacem – rj ) 

www.luizpoeta.com

A madeira geme,
tudo em volta treme,
Vai começar mais um assassinato ! 
Som de moto-serra, galhos se quebrando, pássaros voando, o tombo, o choque, 
o impacto!
Tudo silencia.
No chão, pétalas, frutos, poeira, sementes, seiva, sangue, ninhos... filhotinhos !
,...e um tronco centenário jaz... dormente.
No ar, polens, néctares, essências de folhagens, 
e a sensação de miragens novas, fortes, contundentes.
Forma-se um clareira inoportuna, insensata...
olhos sombrios espreitam, vindos de dentro da mata.
Será que são olhos de índios ? de pajés, de curandeiros ? de tupã... ou de duendes ?
De sacis, de caiporas, de guerreiros ? 
... ou espíritos da floresta que olham por uma fresta
de folhas, o que nos resta ?
...ou olhos de passarinhos, de antas, de onças pintadas, tamanduás, capivaras, araras, 
ou macacos, ou répteis, ou anfíbios, dentro do mato... ou insetos, Inquietos ?
Já começou o desmatamento.
O chão vai ficando plano, fogo espalha-se com o vento, o céu fica poluído, 
a vida fica sem sentido, no inverno, há calor; no verão, há frio
O ar torna-se nevoento...seca o lago, a fonte, o rio.
De repente alguém me acorda:
Ei, está na hora, amigo !
Hora de quê ?
De trabalhar ? De estudar ? De sonhar ?
Não, de fugir, buscar abrigo.
Onde ? No céu ? No mar ? No ar ?
Não, irmão...
No teu...


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www.luizpoeta.com